- Vedānta Newsletter
- Posts
- O Passatempo de Giridhāri: Quando Krishna Salvou Vṛndāvana
O Passatempo de Giridhāri: Quando Krishna Salvou Vṛndāvana
A chuva pode ser forte, mas o amor de Krishna é ainda mais poderoso!

Era uma vez, em Vṛndāvana, um lugar mágico onde tudo tinha um brilho especial, inclusive as vaquinhas e os riachos dançantes...
Ali vivia Krishna, um menininho de apenas seis anos, mas que já tinha fama de ser o garotinho mais sapeca, travesso e... bom de história! Era de se esperar que ele aprontasse uma das suas. E foi bem isso que aconteceu!
Tudo começou com um festival chamado Indra Puja, onde os aldeões adoravam Indra, o deus da chuva. Indra, que tinha lá seus bigodes de nuvem e um chapéu de tempestade, estava acostumado a ser adorado com grande pompa e circunstância.
Mas eis que, do nada, surge Krishna, balançando os cachos escuros e dizendo com um sorriso esperto:
— Que tal adorarmos a colina de Govardhana, que nos dá pasto para as vacas e sombra para descansar? Govardhana é quem realmente nos cuida!
Os aldeões coçaram a cabeça. “Mas e Indra?” perguntaram eles. Krishna, com aquele ar de quem sempre tem um truque na manga, deu uma piscadinha e insistiu:
— Vamos! Vai ser divertido! Afinal, Govardhana é como um pai para nós!
Indra, lá de cima, viu que os aldeões estavam preparando uma baita festa..., mas não para ele. "Como ousam?!” resmungou ele, ajeitando seu bigode de nuvem com cara de poucos amigos. “Vou mandar uma chuva daquelas! Eles vão aprender a me respeitar!”
E foi dito e feito. Uma tempestade assustadora desabou sobre Vṛndāvana, com trovões que pareciam rugidos de um leão de mau humor e raios que brilhavam feito fogos de artifício sem fim. A água caía como baldes despejados do céu, e os aldeões começaram a correr para cá e para lá, procurando abrigo.
Krishna, vendo a confusão e o desespero de todos, deu um sorriso maroto. Ele tinha um plano brilhante! Com a maior calma do mundo, foi até a colina de Govardhana, arregaçou as mangas... e colocou o dedinho mindinho da mão esquerda embaixo dela. Pluft! Num piscar de olhos, a colina subiu como um guarda-chuva gigantesco.
— Venham todos para cá! — chamou Krishna com uma risadinha. Os aldeões ficaram de queixo caído. Um guarda-chuva gigante! Debaixo de uma colina! Logo todos se aconchegaram embaixo daquele abrigo improvável, e até as vaquinhas pareciam sorrir, lambendo o chão seco de alívio.
E lá ficou Krishna, segurando a colina com seu dedinho, sem nenhum esforço, como se estivesse só brincando. Para ele, aquilo era a maior diversão! A chuva batia na colina, a água escorria pelos lados, e debaixo dela estavam todos secos e seguros.
Indra, que observava a cena de camarote, não estava nada feliz. Ele mandou mais raios, mais trovões, ventanias..., mas nada! Krishna estava ali, firme, como se fosse uma estátua sorridente. Ao ver que toda sua tempestade não era páreo para o pequeno menino, Indra finalmente entendeu que estava lidando com alguém muito, mas muito especial.
Ao fim da tempestade, Indra desceu do seu trono de nuvem, com os bigodes meio caídos e com uma cara de quem aprendeu a lição. Com humildade, pediu desculpas a Krishna e reconheceu que ele não era apenas um menino qualquer.
Assim, Krishna abaixou a colina, e os aldeões comemoraram como nunca! Todos festejaram, dançaram e contaram a história de Govardhana Puja para sempre, lembrando-se de que, com Krishna ao seu lado, nem a maior tempestade do mundo podia atingi-los. E assim, o dedinho mindinho do pequeno Krishna virou lenda, provando que mesmo o menor gesto pode trazer a maior das proteções!
Todos festejaram, dançaram e contaram a história de Govardhana Puja para sempre, lembrando-se de que, com Krishna ao seu lado, nem a maior tempestade do mundo podia atingi-los. E assim, o dedinho mindinho do pequeno Krishna virou lenda, provando que mesmo o menor gesto pode trazer a maior das proteções!
Reply